Bangu Atlético Clube




O Bangu Atlético Clube é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro, no estado de mesmo nome, fundado no dia 17 de abril de 1904.

Sentindo o entusiasmo que despertava em todos, o Sr. Andrew Procter sugeriu a fundação de um clube. Após uma reunião preparatória se decidiu definitivamente em fundar-se o "club", dias após, precisamente a 17 de abril de 1904, na casa nº 12 da Rua Estevão foi, oficialmente, fundado o Bangu Atlético Clube, com a presença dos Srs. Andrew Procter, Clarence Hibbs, Frederich Jacques, John Starck, José Soares, Segundo Maffeu, Thomas Hellowell, William French, William Hellowell e William Procter.


O primeiro jogo aconteceu no dia 24 de Julho de 1904, contra o Rio Cricket, clube de origem inglesa de Niterói, com derrota por 5 a 0, mas já no jogo seguinte, o Bangu conquistou a primeira vitória, 6 a 0 contra o Andaraí.



Primeiro time do Bangu em 1905




Em 1905 o time do Bangu era formado por cinco ingleses (Frederick Jacques, John Stark, Willlian Hellowell, W. Procter e James Hartley) , três italianos (César Bocchialini, Dante Delloco e Segundo Maffeo), dois portugueses ( Francisco de Barros, modesto guarda da fábrica conhecido como Chico Porteiro, e Justino Fortes) e um brasileiro (o operário Francisco Carregal), lembrando que o Bangu foi o primerio clube no Brasil a escalar um jogador negro, Francisco Carregal. O ato só foi definitivamente reconhecido 96 anos depois.





Bangu em 1906


O primeiro campeonato carioca disputado pelo Bangu foi no ano de 1906 quando alcançou a quinta posição no torneio.


Bangu em 1911



No ano de 1916 o Bangu acaba na vice-liderança com o Botafogo, mas o campeão é o América.


Em 1921, três importantes jogadores banguenses, Claudionor Corrêa, Américo Pastor e José de Mattos, foram convocados para defender a Seleção Brasileira no Sul Americano na Argentina, mas como eram operários da Fábrica Bangu, não foram liberados pelos seus chefes para disputar esta competição.


Em 1929 o Bangu ganha o curioso apelido de Mulatinhos Rosados. Há duas versões para esta história, sendo que na primeira o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos e como ao suarem a camisa desbotava,com as listras vermelhas parecendo rosadas, surgiu este apelido. Na segunda versão, o presidente de então do Bangu, Antônio Pedroso, para responder um dirigente adversário que dissera, "Como tem crioulo neste time", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados".


Nos anos 20 também surgiria aquele que seria considerado o maior jogador da história do Bangu, o zagueiro Domingos da Guia, pai de Ademir da Guia e que brilhou em outros lugares como Flamengo, Vasco, Corinthians, Boca Juniors.
Sua contribuição para o Bangu foi tanta que ele teve o seu nome citado anos depois no hino do clube, criado por Lamartine Babo.

Domingos da Guia




Em 1933 veio uma de suas maiores glórias, o time fez uma grande campanha no campeonato carioca, vencendo 7 de 10 partidas disputadas, sendo que na final enfiou 4 x 0 no Fluminense, se sagrando pela primeira vez campeão carioca.


Time campeão em 1933




Um outro grande jogador do Bangu foi Zizinho, também conhecido como Mestre Ziza, que brilhou no banguzão nos anos 40 e 50, liderando o time na conquista do torneio início de 1950, primeiro título de um time no recém inaugurado Maracanã, e no torneio início do Rio-São Paulo de 1951.





Zizinho




Bangu 1950





Bangu no ano de 1956


Em 1960 o Bangu comandado por Elba de Pádua Lima, o Tim, venceu o torneio internacional de Nova York-EUA, após bater na final o Kilmarnock-ESC, tendo passado por times como Sampdoria, Estrela Vermelha e Sporting, times conhecidos do futebol europeu.





Bangu campeão em 1960


Em 1966 o Bangu foi bem durante o campeonato carioca e na final teve que pegar uma pedreira o Flamengo com Almir Pernambuquinho, sendo que o time de vermelho e branco vinha de dois vices em 1964 e 1965.
No jogo final diante de quase 144 mil pagantes no Maracanã o Bangu fez uma grande exibição e saiu no intervalo vencendo de 2 x 0 com grande exibição de Paulo Borges. Logo aos 3 min. do segundo tempo o Flamengo tomou o terceiro gol, marcado por Paulo Borges, por sinal um dos gols mais bonitos do Maracanã, segundo relatos de pessoas que assistiram a partida, deu dois chapéus no zagueiro Ditão e fuzilou.
Após isso Almir armou uma grande confusão, já que havia dito que não deixaria o Bangu dar a volta olímpica, e começou o tumulto, porrada para tudo quanto é canto e acabou com 4 expulsões do Bangu e 5 do Flamengo, com o jogo sendo paralisado aos 25 min. pela falta de atletas no time rubro negro, assim o Bangu foi campeão carioca pela segunda vez em sua história.





Bangu campeão 1966


Em 1967 o Bangu acabou sendo vice novamente, perdendo pro Botafogo na final.


Em 14 de Março de 1970, jogando no Estádio de Moça Bonita , o Bangu empatou com a Seleção Brasileira que seria tricampeã mundial em 1 a 1 .




Em 1978 o time fez sua estréia em campeonatos brasileiros, estreando na derrota de 2 x 0 para o Fast Club e acabou por ficar na décima posição, não obtendo a classificação para a fase seguinte.


Em 1980 o time fez sua estréia na segunda divisão do Brasil, ficando em primeiro no seu grupo.


A partir daí iniciavam-se os grandes momentos do Bangu nacionalmente, comandado pelo bicheiro Castor de Andrade.



Castor de Andrade




Em 1984, o Bangu foi Campeão da XIV President's Cup da Coréia do Sul, um torneio internacional disputado em Seul, na Coreia do Sul.


Em 1985 o Bangu viveu seu maior momento. Caiu no Grupo D do campeonato Brasileiro e acabou ficando em primeiro lugar nesse grupo, se classificando pra fase seguinte, onde pegou um grupo com Mixto, Inter e Vasco, sendo que saiu vivo desse grupo.
Nas semifinais o time acabou eliminando o Brasil de Pelotas vencendo os dois confrontos, sendo um no RJ e outro em Porto Alegre, pois o xavante não possuía o estádio com a capacidade exigida.
A final foi no Maracanã contra o Coritiba com mais de 90 mil pessoas torcendo pelo Bangu. No tempo normal ficou 1 x 1, mas nos pênaltis o Coxa venceu por 6-5 para a tristeza de toda a torcida carioca.





Bangu vice campeão brasileiro em 1985


Em 1986, o Bangu participa pela primeira vez da Taça Libertadores da América, porém, seus resultados não foram nada convincentes, empatando 2(1x1 com o Coritiba e 3x3 com o Deportivo Quito) e perdendo 4 jogos (1x0 e 2x1 para o Barcelona de Guayaquil, 3x1 para o Deportivo Quito e 2x0 para o Coritiba).


Além dos títulos conquistados, o Bangu teve também, os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1920 (Claudionor, 17 gols), 1922 (Pastor, 10 gols), 1930 (Ladislau da Guia, 20 gols), 1933 (Tião,15 gols), 1935 (Ladislau da Guia, 18 gols), 1963 (Bianchini, 18 gols), 1966 (Paulo Borges, 16 gols), 1967 (Paulo Borges, 13 gols) e 1984 (Cláudio Adão, 12 gols).




Ladislau da Guia é até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 217 gols, irmão do ídolo Domingoa da Guia.


Em 2004 o Bangu foi rebaixado no campeonato carioca em pleno ano do centenário, quando foi goleado pelo América.


Em 2008, o Bangu conseguiu voltar à elite do futebol carioca ao vencer a Série B, pela qual participou por quatro anos, quando acabou ficando na frente do também promovido Tigres do Brasil.





Bangu Campeão da segundona do Rio de Janeiro


No Campeonato Carioca de 2009, depois de um péssimo início sendo o único time sem vencer, melhora na reta final da Taça Guanabara e Taça Rio, terminando em sexto lugar e conseguindo uma vaga na Série D, à qual acaba não desejando disputar.


Uma curiosidade é o escudo do Bangu que é explicado no site oficial do clube:


Desde sua fundação o clube tem por meta se desenvolver em três setores: o social, o cultural e o esportivo. Tanto isso é verdade que no nosso escudo, as letras B, A, C não são simples desenhos, cada qual representa um objeto. O "B" significa um pincenê, espécie de monóculos muito usado no século XX, e que representa o lado "intelectual" do clube. O "A" é um suporte para pintura de telas, mostrando uma vocação para o lado cultural e o "C" representa uma ferradura, desejando sorte nas atividades esportivas. Foi pensando nisso que, o chefe da seção de gravura da Fábrica Bangu, o português José Villas Boas, em 1904, desenhou o escudo mais bonito do país.


Fonte: http://www.bangu.net/clube/simbolos.php





Bangu 3 x 3 Friburguense pelo estadual de 2009




Mascote







Castor


Obs: foi em homenagem ao bicheiro Castor de Andrade, figura lendária do clube.




Estádio





Moça Bonita


Nome: Estádio Proletário Guilherme da Silveira
Local: Rio de Janeiro/RJ
Capacidade: 9.564 pessoas
Inauguração: 17 de novembro de 1947
Jogo de inauguração: Bangu 2 x 4 Flamengo
Primeiro Gol: Joel Resende, do Bangu
Recorde de público: 17 mil pessoas - Bangu 1 x 1 Fluminense, dia 3 de julho de 1949.
Proprietário: Bangu Atlético Clube
Obs: Guilherme da Silveira Filho foi presidente do Bangu de 1937 a 1949


Hino


Autor: Lamartine Babo


O Bangu tem também a sua história a sua glória,
enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu Domingos da Guia.




Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.




O Bangu tem também como divisa na camisa,
O vermelho sangue a brilhar,
E faz cartaz, estouram foguetes no ar.

Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado.
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.


Link para ouvir o hino: http://www.youtube.com/watch?v=oHR-qE65gT4


Vídeos na internet:


Bangu AC - Origem do futebol brasileiro - http://www.youtube.com/watch?v=QagziEQUWVE


BANGU AC Minha vida no Futebol! - http://www.youtube.com/watch?v=D-8dB_uhO6E&feature=fvw


Bangu Campeão em 1966 - http://www.youtube.com/watch?v=Ulw-eT4Sw7M


Bangu campeão em 1933 - http://www.youtube.com/watch?v=pzZpwFqultA&feature=related


Bangu campeão segundona carioca 2008 - http://www.youtube.com/watch?v=yeWOhNnPay8


Bangu x Coritiba pela final do Brasileirão de 1985: http://www.youtube.com/watch?v=fywAZZFh-BY







































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Clube Nacional

Amigos internautas se preparem que a próxima história vai ser sobre um clube de fora do Distrito Federal.

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Taguatinga Esporte Clube






O Taguatinga Esporte Clube é um clube da região administrativa de Taguatinga, no Distrito Federal e foi fundado no dia 1° de julho de 1973, sendo assim um dos clubes mais tradicionais do DF e também tem como mascote uma águia, símbolo de Taguatinga e presente na bandeira da mesma.




Bandeira de Taguatinga


O time se originou do Pioneira Futebol Clube, de Taguatinga Sul, que ganhou o candangão em 1974, e no ano de 1975 passou a se chamar Taguatinga Esporte Clube. Uma coisa que podemos notar quando pesquisamos sobre o Taguatinga é que algumas fontes botam a data de fundação em 1964 e provavelmente deve ser a data de fundação do Pioneira.

Em 1976 o time começou a ganhar destaque dentro do Distrito Federal, mesmo com todas as dificuldades que tinha, como falta de estrutura, dinheiro, entre outros fatores, fez uma grande campanha no cenário brasiliense, entusiasmando os taguatinguenses.
No polêmico campeonato de 1976 se destacava no Taguatinga um dos maiores ídolos do futebol brasiliense, Ernani Banana, que sempre quando jogava os torcedores levavam folhas de bananeira para saudar o craque nos estádios, principalmente no Pelezão, sendo que essa homenagem não foi apenas dos torcedores do Taguatinga, e também por torcedores do Brasília e do Gama.
O sucesso de Ernani Banana no Taguatinga rendeu um contrato com o Vasco da Gama, mas não ficou por muito tempo no Rio de Janeiro.
Lembrando que a estréia do primeiro campeonato profissional no Distrito Federal após o fracasso do profissionalismo nos anos 60, foi em um jogo entre Taguatinga x Flamengo de Taguatinga, sendo que o primeiro gol do campeonato foi marcado pelo próprio Ernani Banana.


Ernani Banana


O Taguatinga disputou o campeonato de 1977 e a estréia da águia foi contra o Gama, vencendo o clube alviverde por 1 x 0 no dia 11 de junho. Ao final da primeira fase o time ficou na segunda posição. No quadrangular decisivo o TEC, como era carinhosamente chamado pelos seus adeptos, ficou na terceira colocação. O campeão dessa edição foi o Brasília Esporte Clube, que garantiu presença no Campeonato Brasileiro.

Em 1978 o Tec e a comunidade de Taguatinga ganharam um grande presente: a constução do estádio Elmo Serejo Farias em Taguatinga, com capacidade para 20 mil espectadores, fazendo com que a torcida ficasse mais próxima ao time. O jogo de inauguração do estádio foi no jogo em que o próprio Taguatinga derrotou o Vila Nova de Goiânia por 1 x 0, com o gol de inauguração sendo feito por Dinarte. O nome de Elmo Serejo Farias foi em homenagem ao governador da época que o estádio foi construído.

Há uma reportagem do Correio Braziliense sobre a estréia do Ceilândia no campeonato local de 1980, que o Taguatinga venceu por 3 x 0 o duelo.

Em sua primeira partida oficial, na estréia do campeoanto Metropolitano de 1980, o Ceilândia perdeu para o Taguatinga. Apesar dos problemas fora do campo, o Taguatinga foi sempre superior ao mais novo time profissional do Distrito Federal.
Desde os primeiros minutos o Taguatinga mostrou que era um time mais organizado e experiente. Euzébio, Lobão e Paulo Hermes comandaram o meio de campo, enquanto o Ceilândia, com Adilson, Paulinho e Ze Vieira tinham preocupações apenas ofensiva, deixando a defesa desprotegida. O técnico do Taguatinga, Wanderley Salles percebeu a falha e instruiu Paulo Hermes a posicionar-se nas costas do trio.
Foi justamente desse ponto onde se colocou Paulo Hermes que surgiu o primeiro gol do Taguatinga. Num ataque do Ceilândia, Zé Vieira foi desarmado por Euzébio que tocou de primeira para Paulo Hermes que, de passagem, entre dois adversários, acionou Careca que bateu firme e sem chances para Edson.
O Ceilândia que até aquele momento era dominado pelo Taguatinga, sentiu o gol e o Taguatinga passou a dominar o jogo por completo. Aos 25, Careca driblou Teixeira e Paulinho e cruzou na cabeça de Paulo Hermes que fez o segundo gol. Após o segundo gol o Taguatinga passou a administrar o jogo até o final do primeiro tempo.
Na segunda etapa da partida, Chicão fez duas substituições. Tirou Paulinho e Cidão e colocou Sideni e Arlicio. Isso melhorou a defesa do Ceilândia, mas não resolveu a falta de objetividade da equipe. O resultado foi que o Taguatinga cozinhou o jogo a seu modo e, aos 30, Piau fez o terceiro. Resultado final: Taguatinga 3 x 0 Ceilândia.
Ficha Técnica:
TAGUATINGA 3 X 0 CEILANDIA
Gols: Careca 13, Paulo Hermes, 15 do Primeiro tempo. Piaui aos 30 do segundo tempo.
LOCAL : ELMO SEREJO
RENDA : 14.100,00 cruzeiros
Árbitro: Adelio Nogueira
Auxiliares: Manuel Batista e Raimundo Leite
CEILÂNDIA: Edson, Enilton, Cidão (Arlício), Toninho e Teixeira; Adilson, Paulinho (Joseni) e Zé Vieira; Messias, Risadinha e Marquinhos. Técnico: Chicão
TAGUATINGA: Jonas, Aldir, Valter, VArley e Geraldo Galvão; Euzébio, Lobão e Paulo Hermes; Careca, Piaui e Maurício. Técnico: Wanderley Salles
Fonte auxiliar: CORREIO BRAZILIENSE 19.05.1980

Link: http://www.ceilandiaec.com.br/?p=789

Apesar de ter uma das maiores torcidas do Distrito Federal, o Taguatinga ficou marcado por um recorde negativo: em 1980 na partida entre Taguatinga e Desportiva Bandeirante, na qual a águia terminou vencendo por 2 x 0 a partida não teve nenhum pagante, e olhe que o time não havia sido punido.

O Taguatinga venceu o estadual pela primeira vez em 1981, quando ficou na frente do Guará, fazendo a festa de sua grande torcida em Taguatinga.
Em 1981 o Taguatinga disputou a terceira divisão nacional, enfrentando na primeira fase o Itumbiara, mas acabou sendo eliminado pelo clube goiano.

No ano seguinte o Taguatinga teve a sua primeira participação na elite do futebol brasileiro e sua estréia foi na derrota de 3 x 0 para o Goiás no Serra Dourada. O primeiro gol do Taguatinga foi marcado no jogo seguinte, quando Raimundinho fez o gol na derrota para o Grêmio Maringá por 2 x 1 no Serejão. O time ficou na lanterna do grupo, sendo ainda goleado pelo Internacional em Porto Alegre por 6 x 1, e foi conseguir uma vitória na última rodada contra o Goiás, vencendo por 3 x 1 no Serejão.

Em 1985 o Taguatinga chegou perto do título, quando perdeu a partida decisiva para o Sobradinho por 2 x 1 diante de um Serejão lotado com mais de 22 mil pessoas no jogo, sendo assim o primeiro título do leão da serra na competição.

O Taguatinga voltou a disputar uma competição nacional no ano de 1988, quando disputou novamente a terceira divisão brasileira e caiu no grupo 5 com o Anápolis, Mixto e o Grêmio Esportivo Tiradentes de Brasília. O Taguatinga não conseguiu a tão sonhada classificação.

No Campeonato do Distrito Federal em 1989 o Taguatinga venceu o segundo turno do torneio após bater o Tiradentes. O torneio foi um pouco confuso, tendo 3 turnos, sendo que respectivamente Guará, Taguatinga e Ceilândia foram os campeões.
E finalmente no quadrangular final o TEC mostrou a sua força na competição e venceu o torneio após derrotar em confronto direto o Sobradinho no estádio Augustinho Lima por 1 x 0.

A partir desse ano se iniciava uma grande fase de glórias do Taguatinga Esporte Clube, que foi presidido na época por Froylan Pinto, e jogadores que se destacaram como Déo, Zinha, Joãozinho, Dorival, Décio, Tuta entre outros.




Taguatinga campeão em 1989

No ano de 1989 o Taguatinga voltou a disputar uma competição nacional, a segunda divisão do campeonato Brasileiro, mas o taguá acabou por fazer uma campanha muito fraca, ficando na penúltima colocação entre os 6 times do grupo.

Em 1990 o Taguatinga disputou o campeonato do Distrito Federal buscando o bi campeonato, mas acabou perdendo o troféu pro Gama.

No mesmo ano o TEC disputou pela primeira vez a Copa do Brasil tendo um grande desafio pela frente: eliminar o Vitória. No primeiro jogo disputado no Elmo Serejo Farias, o Taguatinga venceu o Vitória com gol de Edmílson. Na volta o Taguatinga conseguiu um grande resultado, vencendo o leão da barra também por 1 x 0 com gol do meia Tuta, classificando o time para a fase seguinte.
Na outra fase um duelo muito mais difícil: o Flamengo. O taguá acabou perdendo por 2 x 0 na Gávea e empatando em 1 x 1, sendo que o goleiro do Taguatinga Déo fez uma grande exibição, mas o time do Distrito Federal acabou por ser eliminado pelo time que seria campeão do torneio.


Em 1991 o Taguatinga mostrou que era o time do momento no Distrito Federal e venceu pela terceira vez o campeonato local, pra cima do tradicional time do Guará.



Taguatinga campeão em 1991


Como foi campeão do campeonato candango, a águia teve direito de disputar a segunda divisão nacional no mesmo ano, mas acabou por ficar na 6° posição entre 8 times, não conseguindo a classificação para a outra fase.

Em 1992 o time faz novamente uma grande campanha no estadual e vence o torneio novamente em cima do seu rival Sobradinho, conquistando o segundo título consecutivo e o quarto no total.


Taguatinga Bi-campeão em 1992


O time também disputou pela segunda vez a Copa do Brasil por causa do título no ano anterior. Enfrenou o Fortaleza, sendo que o leão do pici venceu em casa por 1 x 0 e o TEC venceu em casa também por 1 x 0, mas quem acabou classificando foi o Fortaleza.

O clube taguatinguense também disputou a Série B em 1992, mas para a decepção de seus adeptos o time novamente fez uma fraca campanha, ficando na última colocação do seu grupo com apenas 6 pontos em 14 partidas.

Em 1993 os torcedores tiveram motivos de sobra para comemorar: o Taguatinga foi melhor que o Gama e alcançou o seu quinto título em terras brasilienses, sendo assim o terceiro título consecutivo, um grande feito para o clube taguatinguense.



Taguatinga campeão em 1993


O time disputou pela terceira vez a Copa do Brasil em 1993, sendo humilhado pelo Sport Recife nos dois jogos, perdendo de 4 x 1 em pleno Serejão e sendo também goleado na Ilha do Retiro por 3 x 0.

Novamente o time taguatinguense disputou a Copa do Brasil, mas foi eliminado na primeira fase com duas derrotas para o Bahia, sendo 2 x 0 em Taguatinga e 2 x 1 em Salvador.
No Candangão o Taguatinga buscando o tetracampeonato não repetiu as boas campanhas nas outras temporadas e ficou em 6° na classificação geral.

O Taguatinga disputou a Série B em 1994 e caiu novamente em um grupo formado por times do Centro-Oeste brasileiro e o time ficou em segundo lugar, conseguindo classificar-se pra segunda fase do torneio. Na segunda fase eliminou o Itumbiara. Na terceira fase o time foi eliminado pelo Novorizontino, que seria o campeão do torneio, mas fazendo assim uma grande campanha no torneio.

No ano de 1995 o time fez uma campanha mediana, mas no ano seguinte o Taguatinga viveu um de seus piores momentos, fazendo uma campanha fraca e com isso indo para o hexagonal da morte. Mas assim como o Ceilândia, o Taguatinga não disputou o hexagonal, que com a desistência dos dois clubes passou a ser quadrangular, e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão local, vendo seus tempos áureos acabando e o time entrando em dívidas, com administrações ruins e também a saída do homem forte do clube.

Na segunda divisão em 1997 o time conseguiu fazer uma boa campanha e eliminar no "clássico" taguatinguense o Atlântida, consegue retornar a elite candanga, mas perde o título para o novato Itapuã, que mais tarde se tornaria o Unaí.

De volta a elite candanga, o Taguatinga se classificou para o quadrangular decisivo, mas ficou no terceiro lugar, não conquistando o torneio, mas fazendo uma grande campanha, ao nível de suas tradições.

O ano de 1999 foi o ano marcado como o mais triste da história do Taguatinga Esporte Clube e também para sua torcida. O Taguatinga não repetiu a boa campanha feita na temporada anterior e acabou na lanterna da competição, sendo rebaixado novamente junto com o Ceilandense.
Após esse rebaixamento, misturado com as dívidas, péssimas administrações e a falta de recursos, o grande time do Taguatinga teve a triste decisão de fechar as portas, sendo assim uma triste notícia para toda a região administrativa de Taguatinga que sempre acompanhava o clube, além da águia ter uma imensa indentificação com o local. O que restaram foram as saudades dos torcedores e também a sua sede.


Sede do Taguatinga Esporte Clube

Mas o clube apesar de estar a vários anos inativo ainda consta como filiado na Federação Brasiliense de Futebol (FBF), estando licenciado desde aquele ano, o que ainda dá um pouco de esperança que mesmo com todas as adversidades, o clube pode voltar à ativa, basta ter pessoas que realmente estejam empenhadas a fazerem isso pelo clube.



Mascote



Águia



Estádio



Estádio Serejão

Estádio Serejão/Boca do Jacaré
Nome: Estádio Elmo Serejo Farias
Local: Taguatinga/DF
Capacidade: 30 mil pessoas
Inauguração: 23/01/1978
Jogo de inauguração: Taguatinga 1 x 0 Vila Nova
Primeiro gol:
Recorde de público: Brasiliense 1 x 2 Gama - 35 mil pessoas, em 3 de junho de 2001
Proprietário: Governo do Distrito Federal
Obs: Elmo Serejo Farias foi governador do Distrito Federal nos anos 70.
Hino do Clube

Autor: José Wilson Costa Dias

Salve clube Taguatinga
És tu que embeleza minha vida
Tu enches de fé tua gente unida
De amor a nossa Brasília tão querida
Salve linda ave branca
Que vive pairando sob o ar
Trazendo mais fé e esperança
A este povo que sempre te amará
Taguatinga, Taguatinga
Tu és meu maior prazer
Taguatinga, Taguatinga
Sem ti eu não sei viver
Taguatinga, Taguatinga
És orgulho de âmbito nacional
És tu que encanta o povo
Que habita a mais bela capital.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=7NXGmYTRRIw


Vídeo que fala um pouco sobre o Taguatinga Esporte Clube: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM837283-7823-ESPORTE+E+CULTURA+EM+TAGUATINGA,00.html



















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CEUB Esporte Clube





O CEUB (Centro de Ensino Unificado de Brasília) foi fundado em 1968 por universitários da instituição com o mesmo nome. A prática, muito comum em países latino-americanos ainda causa estranheza aos brasileiros, acostumados a clubes sociais.

O time começou a se destacar no início dos anos 70.

O clube auri-azul foi vice campeão brasiliense em 1972, mas foi a partir daí que o time começou a mostrar força.
No ano de 1973 o CEUB ganhou o primeiro turno do campeonato de Brasília. Na final as duas primeiras partidas ficaram empatadas em 1 x 1, mas o time dos estudantes venceu o Relação Exteriores por 1 x 0, conquistando assim o título do Distrito Federal em 1973, que lhe garantiu a presença no Campeonato Nacional do mesmo ano, sendo assim o primeiro clube do Distrito Federal a participar da competição. Chega a ser curioso se pensarmos que o futebol de Brasília ainda era oficialmente amador.


CEUB no campeonato de 1973


CEUB no Brasileirão

A estréia do Distrito Federal na Série A foi no jogo do CEUB contra o Botafogo no Pelezão por 0 x 0 e primeira vitória foi no Pelezão na terceira rodada após vencer o Figueirense por 2 x 1. A campanha no entanto não foi das melhores, ficando em 33° entre 40 equipes, mas o representante do DF conquistou a popularidade dentro da capital federal.

No ano seguinte, o Pioneira levou o título distrital, mas a CBD designou o Ceub para representar a capital federal no Brasileirão. A equipe acabou na 19ª (penúltima) colocação no Grupo B, 37º no final, mas também trazendo jogos grandes a capital federal, e tinham jogadores que se destacavam na época como Xisté, Péricles, Juraci, etc.

CEUB em 1974

No ano de 1974 também houve a inauguração do Estádio Mané Garrincha no dia 10 de março, e o jogo de inauguração foi entre o CEUB e o Corinthians, sendo a partida de portões abertos para o público. O jogo acabou em 2 x 1 para o time paulista, sendo que Vaguinho do Corinthians fez o primeiro gol do estádio, e o mesmo atacante fez o outro gol corinthiano e Juraci marcou para o time brasiliense. Lembrando que a partida era válida pelo Campeonato Brasileiro do mesmo ano.


Inauguração Mané Garrincha


Ceub X Corinthians


Em 1975 surge o Brasília Esporte Clube, clube que poderia rivalizar com o Ceub em projeção nacional. Logo no primeiro ano, o time que carrega o nome da capital já adotou o profissionalismo e conquistou o título distrital, no entanto, os auri-azuis novamente representaram o Distrito Federal no Campeonato nacional.
No Campeonato nacional o CEUB ficou em 9 no seu grupo, em antipenúltimo lugar na tabela, ou seja, em 32° lugar na tabela geral.

O CEUB também foi o primeiro time a fazer excursão pela Europa, que foi no ano de 1975, quando enfrentou times como La Coruña, Seleção Iugoslava, Sevilla, entre muitos outros times.
Somente 33 anos depois um time brasiliense iria fazer uma excursão ao velho continente, que seria o Brazsat.

O Campeonato Brasiliense de 1976 marcou a volta – em definitivo – do profissionalismo a futebol do Distrito Federal. O Ceub dominou boa parte da competição. Venceu os dois primeiros turnos e era líder do terceiro quando a Federação brasiliense determinou a realização de um quadrangular final para a definição do campeão e representante local no Brasileirão. O Ceub se negou a participar e o Brasília levou o título. Mesmo assim, a CBD determinou que, naquele ano, o Distrito Federal não teria direito a uma vaga no nacional por causa dessa confusão.
Esse caso comprometeu ainda mais as finanças do Ceub. Sem opção, o clube fechou as portas, marcando o fim do primeiro clube brasiliense a ter projeção nacional. Hoje, tudo que restou do CEUB foram troféus e recortes de jornais guardados no escritório de Adílson Peres, advogado, que foi o presidente do CEUB naquela época. "Sinto saudade daquele time", afirma.

Hoje o CEUB ainda é lembrado como o primeiro representante brasiliense no Brasileirão (lembrando que o primeiro representante do DF nacionalmente foi o Defelê na Taça Brasil de 1963, quando foi eliminado precocemente pelo Vila Nova), e claro, uma referência para os torcedores mais antigos que torceram pelo clube auri-azul brasiliense.

Estádio


Pelezão


Nome: Estádio Édson Arantes do Nascimento
Local: Brasília/DF
Capacidade: 20 mil
Inauguração: 31/03/1966
Jogo inaugural: Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo
Primeiro gol: Célio, do Vasco da Gama
Desativação: 2004
Propriedade:
Recorde: 47.531 Pagantes - Brasília 0 x 2 Flamengo em 2 de Fevereiro de 1984

Obs: Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, maior jogador de futebol em todos os tempos.







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Brasília Futebol Clube






O Brasília Futebol Clube (fundado como Brasília Esporte Clube) é um clube da região administrativa de Brasília, no Distrito Federal, fundado em 2 de junho do ano de 1975 e é geralmente conhecido pela alcunha de Colorado. Além de ser o segundo time com mais títulos locais tem também o maior número de participações em campeonatos Brasileiros para um time do Distrito Federal, com 8 participações (contando com a Copa João Havelange em 2000)

Em 1969, a Associação Comercial do DF (ACDF) planejava fundar um time de futebol, vendo anteriormente o sucesso de clubes amadores, como o Defelê (Departamento de Força e Luz), que se destacavam no Distrito Federal. Como, pouco depois, surgira o Ceub, dentro de uma faculdade com o mesmo nome e logo se profissionalizando, a entidade preferiu esperar. Como a iniciativa ceubense deu certo, no dia 2 de junho de 1975, liderados por José da Silva Neto e Vicente de Paula Rodrigues, os empresários se reuniram na sede da ACDF, aprovaram o estatuto e elegeram Silva Neto como presidente do Brasília Esporte Clube, cujas cores vermelha e branca foram sugestões do dentista Mário Trigo, em homenagem ao América Futebol Clube do Rio de Janeiro, time que se destacava na época nacionalmente e no Rio de Janeiro.

Fundado o clube, o treinador Cláudio Garcia, ex-jogador do Fluminense, e o preparador físico Caranambu Bessa, fizeram uma peneira que atraiu 600 candidatos e selecionou 15, entre eles os zagueiros Jonas Foca, que ganharia oito títulos pelo clube, e Luis Carlos Teixeira, futuramente do Cruzeiro e do Vasco. No mesmo ano, o Brasília venceu o Torneio Incentivo, paralelo ao Campeonato Nacional, disputado contra Campineira e Humaitá, do qual o capitão e zagueiro Pedro Pradera (ex-Ceub, ABC de Natal e Portuguesa-SP), levantou o troféu entregue pelo então governador do Distrito Federal, Elmo Serejo Farias.

Taça na prateleira, o Brasília fez o seu primeiro amistoso interestadual, vencendo o Fluminense de Araguari, no Estádio Mané Garrincha, por 3 x 1, e, pouco depois o seu primeiro grande jogo, perdendo, por 1 x 0 do Flamengo.

O ato seguinte foi o Torneio Imprensa, em 1976, contra Ceub, Taguatinga, Gama, Grêmio Brasiliense e Humaitá, ficando em terceiro lugar. Nessa disputa, esperava-se que surgisse o futuro grande clássico candango, Brasília x Ceub, mas quando os dois se pegaram, não saíram do 0 x 0.

Iniciado o Campeonato Brasiliense de 1976, o título valeria vaga no Campeonato Nacional. O Ceub ganhou o primeiro turno (Taça Brasília) e o segundo foi interrompido para se disputar um quadrangular que indicaria o representante do DF na disputa. Mas o que pintou foram liminares de todos os lados, culminando com o Ceub abandonando o futebol profissional. O Grêmio Brasiliense também se esfacelou, o Taguatinga emprestou o grande ídolo da torcida brasiliense,Ernani Banana, ao Vasco, e tudo ficou favorável ao Brasília, que terminou campeão, numa final contra o Humaitá. Treinado por Velha, o time do título foi Norberto; Terezo, Luis Carlos Teixeira, Sousa (ex-Cruzeiro) e Odair Galetti; Well, Raimundinho "Baianinho" e Rogério Bayer; Humberto "Banga", Roberto (ex-Clube do Remo) e Duda.

Após ter ganho o título em 1976, o Brasília disputou o campeonato local de 1977. Ao fim da primeira fase venceu os 10 jogos disputados no campeonato e classificou-se em primeiro lugar para a segunda fase que seria disputada também por Taguatinga, Desportiva Bandeirante e Canarinho. Na fase final acabou dando Brasília após o empate em 1 x 1 com a Desportiva Bandeirante em casa, se sagrando campeão invicto no torneio.

No mesmo ano o Brasília disputaria seu primeiro Campeonato Brasileiro, fazendo a sua estréia na derrota de 1 x 0 no Pelezão para o Botafogo. O time se classificou em quarto para a segunda fase, grande feito para um clube brasiliense. Na segunda fase o Brasília entrou em um grupo muito forte, sendo o último colocado entre os 5 times, não conquistando nenhum ponto nos 4 jogos disputados. O time que encantou o Distrito Federal tinha como grande destaque Ernani Banana, um dos maiores ídolos do futebol brasiliense.

Em 1978 o Brasília conquistou o inédito tri-campeonato de Brasília em cima do tradicional Taguatinga.

Na Série A mesmo com o time perdendo de 4 x 0 pro Goiás, o colorado conseguiu se classificar para a segunda fase, alegrando seus torcedores e a população do Distrito Federal.
Durante a segunda fase trouxe grandes times para Brasília, mas também foi só, já que o time ficou na lanterna do seu grupo.

Em 1979 o Brasília tinha um bom elenco e conseguiu chegar a final como candidato ao título, mas não conseguiu o tetracampeonato, já que o Brasília perdeu a final para o Gama diante de um Pelezão lotado por 2 x 1.
O time disputou o Campeonato Brasileiro, mas fez uma péssima campanha e não obteve a sonhada classificação para a segunda fase.

Num jogo que o Flamengo foi fazer com o Brasília, em 1979, Zico lembrou aos dirigentes do adversário que seu irmão Edu estava à disposição, embora de contrato assinado com o Campo Grande (MS). Padrinho forte é outra coisa: o Brasília pagou 250 mil cruzeiros pelo passe de Edu, que pegou 100 mil de luvas e mais 20 mil mensais de salário. Até então, o futebol brasiliense não conhecia transação que envolvesse tanto dinheiro.


Em 1980 o time colorado voltou a vencer o Candangão e em 1981 o time disputou novamente o campeonato Brasileiro e mesmo sem fazer uma boa campanha conseguiu uma grande façanha: derrotou o Grêmio em pleno Olímpico por 2 x 1.

Resumo da partida no Correio Braziliense:

Correio Braziliense - 16 de fevereiro de 1981

Esportes – Página 7

Brasília derruba o Grêmio no Olímpico

O “Colorado” jogou como se estivesse decidindo a Copa Brasil e mandou gaúchos pro vinagre

Surpreendente sob todos os aspectos foi a derrota do Grêmio para o Brasília por 2 a 1 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, pelo Grupo B da Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro. A torcida do Grêmio saiu do seu estádio sem entender a derrota, pois há 14 jogos que o campeão gaúcho não perdia no Olímpico.

Tudo parecia que o Grêmio chegaria facilmente à vitória, pois marcou primeiro. Logo a 1 minuto e 40 segundos do primeiro tempo, Tarcísio fez o gol do Grêmio. A reação do Brasília veio ainda na fase inicial. Aluísio, aos 23, e Vander, aos 25 minutos, marcaram os gols do Brasília.

O árbitro Iolando Rodrigues teve uma boa atuação, inclusive na marcação de impedimento de Dirceu, anulando um gol do Grêmio, aos 39 minutos do segundo tempo.

Grêmio – Leão; Uchoa, Vantuir, De Leon e Dirceu; China, Paulo Isidoro e Renato Sá (Vilson Tadei); Tarcísio, Baltazar (Éber) e Odair

Brasília – Déo; Luisinho, Mário, Foca e Zé Mário (Ricardo); Alencar, Marco Antonio e Vander; William, Afonso e Aluísio (Paulinho)

Em 1982, 1983 e 1984 o Brasília venceu o campeonato local em cima do Guará e Sobradinho respectivamente e disputando o campeonato nacional, mas fazendo campanhas fraquíssimas nesses anos.


Brasília campeão 1982


Em 1987 o Brasília venceu a fase decisiva do candangão e acabou conquistando o seu oitavo título na capital federal.


Brasília campeão do DF em 1987
Ao fundo o estádio Pelezão

Os anos 90 foram marcados como o início do declínio do Brasília Esporte Clube. Campanhas fracas (as melhores foram no vice campeonato em 1995 e em 1997, perdendo o troféu para o Gama), falta de patrocínios, administrações fracas.


Brasília jogando de amarelo e azul


Em 1999, aproveitando a Lei Pelé, tornou-se o primeiro clube-empresa totalmente privado do Brasil. Comandado pelo médico veterinário aposentado Ênio Marques, um grupo de oito sócios fundou a empresa Brasília Promoções e Participações Desportivas S/A e comprou, por preço simbólico, o departamento de futebol do Brasília Esporte Clube mudando seu nome para Brasília Futebol Clube passando a deter os direitos sobre a marca Brasília para clube de futebol. Entre outros pontos, queriam fazer intercâmbio com clubes brasileiros e estrangeiros e a construção de um centro de treinamento atrás do Mané Garrincha. As cores tradicionais vermelha e branca foram trocadas pelo verde, amarelo e azul, para ter uma identidade maior com o Brasil. Em 2000 o clube passou a treinar na UnB. Toda essa estrutura deixou o clube com uma folha de pagamento em torno de R$ 50 mil por mês. Para segurar um folha tão alta, os dirigentes contavam com o acerto de parcerias, o que não aconteceu. Com uma receita baseada apenas na cota de cerca de R$ 10 mil mensais repassados pela FM, fruto de um convênio com o GDF, os planos não deram certo .O clube acabou tendo dívidas com a UnB, jogadores e comissão técnica. Em 2001, a situação piorou. O clube disputou o estadual com uma equipe modesta e rebaixou.
Assim, pela primeira vez o Brasília disputava a Segunda Divisão Estadual. Transformado em clube-empresa em dezembro de 1999, sob a responsabilidade de oito sócios, estava praticamente abandonado. Com a corda no pescoço, os cartolas resolveram cortar despesas. O clube passou a ser um time de aluguel, com toda a estrutura bancada pelo Gama. O elenco na Segunda Divisão foi formado por juniores do Gama, em preparação para a Copa São Paulo de Futebol Junior no ano 2002. O presidente do Gama Wagner Marques, ex-presidente do próprio Brasíia assumiu os custos e inclusive trocou as cores do clube. Sumiram o azul e amarelo e ressurgiram o vermelho e o branco do Brasília dos tempos aúreos. A parceria surtiu efeito e o clube conseguiu reerguer-se e conquistar a Segunda Divisão estadual em 2001 pra cima do CFZ, eliminando impiedosamente nas semifinais o Ceilandense.

Mas as coisas não mudaram muito. Em 2002 o time voltou ao campeonato local, mas acabou por fazer novamente uma campanha muito fraca, ficando na lanterna da competição.
Graças ao regularmento disputou a segundona no mesmo ano em que rebaixou, e começou até bem a competição, mas no hexagonal final acabou ficando na lanterna e não conseguindo retornar a elite distrital.

Em 2003 o time conseguiu chegar às semifinais do torneio, mas acabou eliminado pelo Paranoá, e a partir daí o Brasília mostrava todos os sinais de fraqueza, e esquecido pela mídia, parecia que iria ter um fim melancólico, já que ficou afastado das competições no ano de 2005, voltando em 2006 disputando a terceira divisão do DF, mas perdendo a final para o Legião.

Em 2007 o time vai bem na terceirona, e mesmo perdendo a decisão pro Santa Maria por 3 x 1 consegue a vaga no segundo escalão candango, já que no ano dois clubes eram promovidos.


Brasília x Luziânia pela segundona brasiliense 2008
Créditos: Raul Martins Dias

No ano de 2008 o time fez bonito na segundona e acabou por liderar a primeira fase do torneio. O colorado pegou o Cruzeiro e após vencer no Mané Garrincha por 3 x 0 garantiu o acesso a elite do Distrito Federal após 6 anos longe, merecido para um time de tanta tradição e glórias como o Brasília.


Cruzeiro 2 x 2 Brasília pelas semifinais da segunda divisão no Ninho do Carcará
Créditos: Raul Martins Dias


Na final o Brasília duelou contra o Luziânia. Em jogo único disputado no Mané Garrincha, casa do time de melhor campanha, o Brasília venceu a partida por 2 x 1, se sagrando pelas segunda vez campeão.
Devemos destacar também o bom trabalho feito pela direção do clube comandada por Roberto Marques, que fez com que o clube voltasse a elite do DF.


Brasília Campeão


Na volta à elite do Distrito Federal o Brasília acabou mantendo destaques da conquista do ano anterior e teve uma novidade: mandou suas partidas no estádio do CAVE, que fica no Guará. O Colorado acabou perdendo a partida por 1 x 0 para o Dom Pedro no acanhado estádio da Metropolitana. Mas o time foi subindo de produção e ao fim da primeira fase acabou ficando na terceira posição e classificando-se para o quadrangular semifinal.


Brasília x Legião

No quadrangular o time começou mal, mas após vencer o Dom Pedro por 3 x 1 na Metropolitana e ver o Gama empatar em 1 x 1 com o Brasiliense no Serejão o time colorado acabou chegando na final, uma surpresa para muitas pessoas, que apostavam em uma final com Gama e Brasiliense.
O primeiro jogo da decisão foi disputado no CAVE, que recebeu um grande público, sendo mais de 3500 pagantes, com Chefe abrindo o placar para os donos da casa com um bom arremate de longe, mas o time colorado tomou a virada com gol do zagueiro Cris e do meia Rodriguinho para o Jacaré taguatinguense.

Brasília 1 x 2 Brasiliense pela final do Candangão


No segundo jogo da final o Brasília perdeu por 2 x 0 no Serejão e deu adeus ao título do Distrito Federal, mas foi uma campanha de respeito para um time que acabara de sair das divisões inferiores do DF, e claro, após 12 anos sem disputar uma final de campeonato brasiliense da elite, fora que o time garantiu vaga na Copa do Brasil de 2010 e na recém-criada Série D 2009.



Brasília no Candangão

O Brasília após anos disputaria uma competição nacional, a Série D e o representante da capital federal caiu no grupo 8 junto com Araguaia-MT, CRAC e Anapolina de Goiás.
Na última rodada o time conseguiu a classificação heróica, ao empatar em 2 x 2 com o CRAC em Catalão.



Brasília 3 x 2 Uberaba pela segunda fase do torneio

Na segunda fase o Brasília pegou o Uberaba, acabou vencendo em um jogo emocionante no Bezerrão por 3 x 2, mas acabou perdendo por 2 x 0 no Uberabão e foi eliminado da competição, não conseguindo chegar perto do acesso à terceira divisão brasileira.

Em 2010 o Brasília fez uma campanha muito irregular no Candangão, mas mesmo perdendo para o Ceilândia por 2 x 1 no CAVE, acabou se mantendo na elite brasiliense. Na Copa do Brasil enfrentou o Sport, mas acabou eliminado ainda no primeiro jogo, perdendo de 4 x 2 no Serejão.

No Candangão fez uma campanha fraca, se salvando do rebaixamento por causa de uma derrota do Dom Pedro.



Escudos Antigos





Mascote

Avião


Estádio Antigo




Estádio Pelezão

Nome: Estádio Édson Arantes do Nascimento
Local: Brasília/DF
Capacidade: 20 mil
Inauguração: 31/03/1966
Jogo inaugural: Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo
Primeiro gol: Célio, do Vasco da Gama
Desativação: 2004
Propriedade:
Recorde: 47.531 Pagantes - Brasília 0 x 2 Flamengo em 2 de Fevereiro de 1984

Obs: Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, maior jogador de futebol em todos os tempos.




Estádio Atual



Mané Garrincha

Nome: Estádio Mané Garrincha
Local: Brasília/DF
Capacidade: 45.200
Inauguração: 10/03/1978
Jogo de inauguração: CEUB 1 X 2 Corinthians
Primeiro Gol: Vaguinho, do Corinthians
Recorde de público: 51000 - Gama 3 x 0 Londrina - 20 de dezembro de 1998
Propriedade: Departamento de esportes, Ed. física e Recreação do Distrito Federal
Obs: O estádio é uma homenagem a Mané Garrincha, ídolo do futebol brasileiro e do Botafogo.

Hino do Brasília


Autor: José Wilson Dias Costa

Avante, Brasília, avante !
Todos gritam por você
Como um sol irradiante
Ei de tê-lo até morrer
Sua garra exubarante
Num magnífico explendor
Me deixa muito contente
Colorado meu grande amor

Brasília, Brasília
Você é o maior em tradição
Brasília, Brasília
Sempre será o eterno campeão
Brasília, Brasília
Eu sempre lhe amei
Brasília, Brasília
Colorado sempre serei

Link: http://www.youtube.com/watch?v=GgOByZjRZSA



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