Desportiva Capixaba


A Desportiva Capixaba é um clube de futebol da cidade de Cariacica, no Espírito Santo. Fundada no dia 17 de junho de 1963 com o nome de Desportiva Ferroviária (na época administrada pela Companhia Vale do Rio Doce), é um dos principais clubes do Espírito Santo. Possui 16 estaduais, 1 Série B de 2005 e uma Copa ES de 2008, entre outro títulos menores, além é claro de participações na Série A do Brasileirão. Também possui de acordo com as pesquisas a segunda maior torcida entre os clubes capixabas. É conhecida como Grená, Locomotiva e Tiva.


O clube nasceu Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce, em 17 de junho de 1963, como resultado da fusão de Vale do Rio Doce, Ferroviário, Cauê, Guarany, Valeriodoce e Cruzeiro, todos formados por ferroviários da Companhia Vale do Rio Doce. Foi a própria diretoria da empresa que tomou a iniciativa de fomentar a união, pois seus funcionários viviam à porta dos diretores pedindo ajuda para os cinco clubes isoladamente. A primeira diretoria da Desportiva Ferroviária foi formada por João Carlos F. Linhares, presidente de honra; José Coradini, presidente executivo; Ludgero César Sarcinelli Garcia, vice-presidente; Lino Santos Gomes, assessor; além de mais 33 pessoas, todas estas com funções subaltern

Em 1964 o clube da Vale do Rio Doce conquistou seu primeiro estadual, o primeiro de muitos que viriam pela frente. Em 1965 repetiu a dose.

Desportiva campeã em 1964

Para incentivar a união, a companhia prometeu – e depois cumpriu – construir um estádio e doá-lo ao novo clube. Assim, surgiu o Estádio Engenheiro Araripe em 1966, em Jardim América, Cariacica (ES), então com capacidade para 36 mil torcedores.

Participou de Taças Brasil nos anos 60 também.

Em 1967 voltou a ser campeão capixaba, feito que também se repetiu em 1972. Em 1973 a Tiva estreou na elite do futebol brasileiro, sendo que o representante do Espírito Santo ficou em 27° lugar no geral. Em 1974 foi campeã capixaba em cima do Rio Branco, tendo direito de disputar o Brasileirão mais uma vez no ano de 1975, onde fez uma campanha fraca, ficando na 37° posição.

Tiva campeã de 1974

Voltou a ser campeã capixaba em 1977 e ficou em uma posição ruim em 1978. Conquistou um tricampeonato capixaba entre 1979 e 1981, voltando a conquistar o Capixabão em 1984, quando foi campeão vencendo o Rio Branco por 2 x 0 no quadrangular final. Em 1986 repetiu a dose e venceu o campeonato.

Desportiva campeã de 1984

Grená campeã em 1986

Em 1989 ganhou mais um capixabão, época em que os times do interior começavam a ter o domínio dos títulos. Disputou a sua primeira Copa do Brasil em 1990, quando foi eliminada na primeira fase pelo Botafogo.

A Desportiva sempre revelou bons jogadores nas suas divisões de base. As duas principais revelações do grená já vestiram a camisa da Seleção Brasileira: o meia Geovani e o ponta-esquerda Sávio. Ambos começaram nas escolinhas do clube de Jardim América. Geovani nasceu em Cariacica, pertinho da sede do Desportiva e foi lançado aos 16 anos no time profissional. É o maior ídolo da história do clube. Sávio deixou a Desportiva mais cedo, aos 14 anos, indo para o Flamengo, onde projetou-se a ponto de chegar à Seleção Brasileira.

Os anos 90 marcaram uma nova fase na era da Desportiva, mas antes o clube fez boas campanhas, ganhando os títulos de 1992, 1994 e 1996.

Desportiva campeã de 1992

Desportiva campeã 1994

Desportiva campeã 1996

A Locomotiva Grená fez uma excelente campanha na Série B de 1998, passando pela primeira fase, eliminando a Tuna Luso, passando pela terceira fase e chegando ao decisivo quadrangular final, onde disputou o acesso pau-a-pau com o Gama, Botafogo-SP e Londrina. O clube grená tentou muito, mas não conseguiu o acesso, que foi impedido após ser goleado pelo Botafogo no Santa Cruz por 5 x 1.

Entrada em campo da Desportiva no Engenheiro Araripe no fim dos anos 90, festa grená
(provavelmente em 1998)
Em maio de 1999 após longas negociações, a Desportiva Ferroviária anunciou o início de uma nova fase em sua história: a de clube-empresa, conforme a Lei Pelé, vendendo 51% de suas ações para o grupo Frannel, de derivados de petróleo, e passando a chamar-se Desportiva Capixaba S.A. O clube passou a ser comandado por Marcelo Villa-Forte, no qual o clube começou o seu calvário.

Em 1999 o clube grená fez péssima campanha na Série B, mas não rebaixou por conta da bagunça ocorrida no campeonato. A má campanha se repetiu em 2000, mas ao mesmo tempo ganhou o estadual.

Desportiva campeã 2000

Em 2001 não conseguiu ser campeão capixaba e foi rebaixado para a Série C do Brasileirão, juntamente com o também capixaba Serra. No ano seguinte foi rebaixada em pleno Capixabão, voltando em 2004 após o vice campeonato de 2003, perdendo o título para o Vilavelhense. O clube estava sem grana e em dívidas.

Em 2005 se licenciou das competições, tendo que disputar a Segunda Divisão em 2006, onde foi eliminada ainda na primeira fase do torneio, parecia o início do final daquele clube tradicional do futebol brasileiro.

Mas em 2007 o clube grená teve uma reviravolta, conseguiu o acesso e chegou até a final contra o Rio Bananal, vencendo por 3 x 1 no Engenheiro Araripe com mais de 15 mil grenás no estádio, assim conquistando o título da Segunda Divisão do Espírito Santo.

Desportiva campeã da Segunda Divisão de 2007

Em 2008 contou com o reforço de Sávio, revelado pelo clube e ex-jogador do Flamengo e Real Madrid-ESP. Porém o brilho do atacante no clube não adiantaram muita coisa, já que o clube lutou contra o rebaixamento, mas acabou por escapar do descenso. No mesmo ano de 2008 disputou a Copa ES e fez uma grande campanha, chegando ao título do torneio em cima do maior rival Rio Branco no Engenheiro Araripe lotado, garantindo vaga na Copa do Brasil de 2009.

Desportiva campeã da Copa ES 2008

No ano de 2009 também fez uma pífia campanha no estadual, não conseguindo nem manter a grandeza da equipe, senda eliminada na primeira fase, já na Copa do Brasil teve insucesso e foi eliminada precocemente pelo Fortaleza.

Em 2010 sufoco para a torcida grená, já que mesmo com os gols de Zé Afonso pela Desportiva, a Locomotiva foi rebaixada novamente para a segunda divisão, porém entrou nos tribunais para vencer o Espírito Santo de Anchieta. A briga se arrasta até hoje, mas está prevalecendo o rebaixamento da tradicional equipe de Cariacica.

Jogo da Desportiva em 2010



Escudos Anteriores



Mascote

Maquinista


Estádio

Engenheiro Araripe (Jardim América)

Nome: Estádio Engenheiro Alencar de Araripe
Local: Cariacica/ES
Capacidade: 20000 pessoas
Inauguração: 16 de janeiro de 1966, no jogo Desportiva 0 x 3 América-RJ
Primeiro Gol: Roberto Almeida, da Desportiva (contra)
Recorde de Público: 27.600 pagantes, no jogo entre Flamengo 0 x 1 Vitória, em 1995
Propriedade: Desportiva Capixaba
Obs: Alencar de Araripe foi engenheiro da Vale do Rio Doce e morreu antes da construção do estádio. Jardim América é o bairro em que o estádio fica localizado


Hino

Pra frente Desportiva
Pra frente é o seu destino
Quem fica não conquista
Grandes marcas em sua vida.
O seu passado já mostrava suas glórias
De triunfos que ornamentam sua história.
Vencer, vencer, vencer!
É o grito da torcida que desperta.
O suor grená de suas lutas
Parece sangue que corre em nossas veias.
É o clube que sabe fazer amigos
Desportiva, Desportiva!


Grená grená grená
Meu coração é grená
Sou Desportiva
Oh chama viva é meu maior prazer te amar
Sou campeão levanto a taça
Essa camisa é pura raça
Tiva tiva
Meu coração é grená
Não importa onde é o jogo
Eu vou correndo pra te ver
Solto o grito com a galera
E entro em campo com você
Faça chuva faça sol
Eu vou eu chego lá
Vou sem medo e seu Deus quiser
Vai dar Tiva Tiva
Link: http://www.youtube.com/watch?v=_9NjwfvYXM8

 

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Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube







A Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube é um dos principais clubes de futebol do Espírito Santo, localizado na cidade de Serra, na região da Grande Vitória. Fundado no dia 24 de junho de 1930, a Cobra Coral possui 5 títulos capixabas e um título da Série B do Espírito Santo em 1997, entre outros títulos de menor expressão. Também é conhecido pela alcunha de tricolor em alusão ás três cores do clube: o preto, branco e vermelho.


O Serra FC foi fundado no dia 24 de Junho de 1930, dia de São João, com a união de times locais com o time "12 de Outubro". Um dos fundadores foi Arnaldo Ferreira Castelo. O clube foi por diversos anos apenas um clube amador da cidade, ganhando títulos citadinos, como os Supercampeonatos Serranos de 1985, 1987,1989 e 1986.

A situação se mudou em 1997, quando disputou seu primeiro campeonato profissional: a Segundona do ES. A estréia do clube no futebol profissional foi no dia 31 de agosto de 1997, quando goleou o Botafogo de Jaguaré em casa por 6 x 0. O clube tricolor se classificou em primeiro no grupo e se garantiu na fase final, onde se classificou em segundo, juntamente com o Mimosense. Na final derrotou o time de Mimoso do Sul e foi campeão profissional pela primeira vez.

Serra campeão de 1997

Em 1998 estreou na primeira divisão contra o Vitória no Robertão perdendo de 1 x 0. Ao fim do campeonato ficou em posição intermediária.

No ano seguinte acabou fazendo boa campanha e chegando ao quadrangular final, onde se saiu campeão capixaba pela primeira vez em sua história, desbancando os favoritos. Em 1999 também teve direito de disputar a Série C, fazendo uma excelente campanha e chegando até o quadrangular final, onde chegou a derrotar o Fluminense por 2 x 1 no Maracanã, assim se sagrando o primeiro clube capixaba a vencer uma partida no Maracanã. Ficou no 3° lugar da competição. No ano teve como referência no ataque o centroavante Betinho, que marcou 21 gols na competição.

Serra campeão de 1999

Em 2000 o clube tricolor foi para uma final de campeonato estadual, mas acabou perdendo para o time da Desportiva numa melhor de três jogos decisivos. Estreou na Copa do Brasil, porém foi eliminado ainda na primeira partida pelo Santos, pois perdeu de 3 x 0 no Engenheiro Araripe. Além disso acabou participando da Série B do bagunçado campeonato nacional de 2000, onde acabou ficando na 17° posição entre 36 clubes, além de enfiar a maior goleada do torneio: um 6 x 0 na Desportiva no Engenheiro Araripe. Já teve em seu elenco também nesses anos o jogador Geovani, ex-Vasco e Seleção Brasileira.

Em 2001 foi mais uma vez vice no campeonato estadual e ficou no terceiro lugar da Copa Centro-Oeste, mas acabou fazendo uma pífia campanha na Série B, ficando na lanterna do Grupo B e retornando á Série C. 

Time do Serra


Em 2002 fez novamente uma boa campanha no estadual, porém foi eliminado pelo Rio Branco. Na Série C ficou distante de conseguir o retorno á Série B. Em 2003 a Cobra Coral voltou a atacar e foi campeã capixaba pela segunda vez cujo título foi decidido em um quadrangular final. Em 2004 conquistou o bi ao vencer os 2 turnos, o jogo do título foi na goleada de 4 x 0 sobre o CTE Colatina no Robertão.

Time levantando a taça de campeão de 2004

Em 2004 foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil pelo América-MG. O clube tricolor em 2005 foi eliminado pelo Brasiliense. Em 2005 teve mais alegria, já que o tricolor foi campeão capixaba pela terceira vez consecutiva ao vencer o Estrela do Norte, contando mais uma vez com o artilheiro Betinho, que foi artilheiro do estadual. Em 2006 não conseguiu o tri e foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil novamente.

No ano de 2008 o Serra voltou a dar alegrias para a sua torcida, vencendo o Rio Bananal na decisão por 2 x 0 e conquistando seu 5° título estadual na história. 

Serra campeão 2008

Em 2009 por pouco não caiu para a Segunda Divisão do Espírito Santo e em 2010 ficou apenas no limbo.


Torcida Cobra Coral

Serra em jogo contra a Desportiva em 2010



Escudos Anteriores



Mascote

Cobrra Coral 

Obs: essa foto é o símbolo da Torcida Cobra Coral, torcida organizada do Serra.


Estádio


Robertão

Nome: Estádio Municipal Roberto Siqueira Costa
Local: Serra/ES
Capacidade: 3000 pessoas
Inauguração: 
Primeiro Gol: 
Recorde de Público:
Propriedade: Prefeitura Municipal da Serra


Estiva

Nome: Centro Esportivo Estiva
Local: Serra/ES
Capacidade: 2500 pessoas
Inauguração: 
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Propriedade: Estiva


Hino

Composição: Carlos Papel/ Lula de Vitória
 
Eu sou tricolor, sou alto astral
Eu sou Cobra Coral
Sou, sou tricolor, eu sou
E é com muito amor
Que eu viro criança
Serra da boa esperança
Tua camisa me abraça
É o pano que veste a raça
Desse time campeão
Eu sou do SERRA
E vou subir a montanha
Só pra fincar sua bandeira
Só pra gritar o seu nome
SERRA, SERRA...
Na brincadeira da vida eu ganhei
Marraio feridô sou rei
Na arquibancada da vida sou eu
Sou SERRA o campeão, sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu
Cobra Coral sou eu.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=UhunbPkqug4&feature=player_embedded


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Rio Branco Atlético Clube


O Rio Branco Atlético Clube é um clube de futebol da cidade de Vitória, no Espírito Santo. Fundado no dia 21 de junho de 1913, é o maior campeão capixaba com 36 títulos. Também conquistou uma segundona estadual em 2005, entre títulos de menor reputação, como títulos citadinos. É conhecido como Capa-Preta e Brancão, além de ter a maior torcida entre os clubes capixabas.


A história do Rio Branco se inicia em Maio de 1913. Das "peladas" e "rachas" em campos de áreas descobertas, os meninos dos Sul América e do XV de Novembro já se divertiam com o futebol e os dois outros times já pensavam em competições, o Rui Barbosa e o Victoria Foot-Ball Club, fundado por meninos brancos e ricos, mas os pobres também gostavam dos "rachas". Entre eles, José Batista Pavão e Antônio Miguez, até então balconistas em uma casa de ferragens, tanto que decidiram fundar um time.

No segundo domingo de Junho marcaram uma nova reunião e trouxeram vários convidados. O primeiro a aceitar o convite foi Nestor Ferreira Lima, que apesar de estudar no Colégio Estadual, não jogava no Sul América. Os meninos presentes, todos entre 14 e 16 anos, trocaram idéias e discutiram sobre tudo, da bola inglesa aos gorros. Nova reunião foi marcada, desta vez para a fundação do clube. A reunião foi marcada para o dia 21 de Junho de 1913 e os convidados deveriam levar uma sugestão de nome para o novo clube.

E chegou o dia. Todos presentes com suas melhores roupas. As sugestões de nomes foram variadas, desde nomes de personalidades da História do Brasil e datas comemorativas. Também várias sugestões de nomes de heróis portugueses, mas os mais populares já davam nomes a clubes existentes em Vitória (Saldanha da Gama e Álvares Cabral). Interessante notar que foi assim em vários locais do país. As alternativas foram se escasseando, quando um dos jovens, que Antônio Miguez não se recorda, sugeriu uma homenagem aos próprios jovens que o idealizaram, jovens e vigorosos. Surgiu o "Juventude e Vigor". Pouco tempo depois o nome foi mudado para Rio Branco Football Clube em homenagem ao chanceler Barão de Rio Branco.

O clube começou bem no cenário esportivo estadual, faturou títulos em 1918, 1919, 1921, 1924, 1929, 1930. Em 1917 o clube saiu do verde amarelo para o preto e branco. Na época quem se destacava na equipe era Gilberto Paixão, artilheiro excepcional, cabeceador temível e que fazia gols magistrais. Estreou no Rio Branco em 1916 e também jogou pela Seleção Capixaba. Jogou no Brancão de 1916 até 1928, quando encerrou a carreira. Foi presidente do Rio Branco nos anos 30. Morreu em 1958, comovendo toda Vitória.

A partir de 1916 os componentes do Rio Branco decidiram ocupar uma área em Jucutuquara, aonde foi construído o seu primeiro estádio, o Estádio do Zinco. O primeiro estádio de Zinco teve como lembrança a grande vitória do Brancão por 2 a 1 para o Flamengo em 1929. Nos anos 20 também teve a figura do quarto zagueiro Reynaldo Ribeiro no time alvinegro.

Parafuso também fez história, Em função de grave contusão no joelho, jogou apenas entre 1925 e 1929, tempo suficiente para ser lembrado como um dos maiores jogadores do clube. E, logo após, um dos maiores abnegados das Diretorias do Clube. Em função de sua militância nos Sindicatos de Trabalhadores, onde era conhecido como Meirelinho, foi preso e torturado diversas vezes. Quando preso, dirigentes influentes do clube davam um jeito de solta-lo, para que pudesse defender o time capa preta.

Em maio de 1936 o Rio Branco inaugurou o terceiro maior estádio do Brasil, orgulho do povo capixaba, o estádio Governador Bley. Na época só existiam dois estádios maiores que o Bley: o São Januário, do Vasco e as Laranjeiras, do Fluminense, no Rio de Janeiro. Para o Rio Branco conseguir o seu intento houve um principio de “guerra” contra o Vitória, que tentou de todas as formas ficar com a área através de influência de seus dirigentes junto ao Governo do Estado. Isso apimentou a rivalidade entre os dois clubes, que fazem até hoje o clássico mais antigo do Espírito Santo, chamado de ''Vi-Rio''. Nos anos 30 ainda conquistou um inédito hexacampeonato de 1934 a 1939, voltando a ser campeão em 1941 e 1942.

No mesmo ano acabou por mudar seu nome em definitivo para Rio Branco Atlético Clube. Conquistou um tricampeonato entre 1945 e 1947, além de 2 títulos em 1949 e 1951, respectivamente.

Naquele time se destacava Alcy Simões, para muitos o maior jogador do futebol capixaba, que marcou 213 gols em 255 partidas disputadas, uma média exuberante de 0,84 gols por jogo. Alcy tinha os apelidos de Lourinho, Russinho e Maravilha Dourada.

 Alcy Simões

 Nos anos 50 faturou mais um tricampeonato entre 1957 e 1959, onde se destacou a presença de Carlinhos Gabiru, segundo maior artilheiro da história do Capa-Preta, marcando 133 gols com a camisa alvinegra. Com Carlinhos, o time foi campeão também em 1962 e 1963. O ídolo morreu em 2001.


Em 1966, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973, 1975 e 1978 foi campeão capixaba, sem dar estia para a sua nova rival, a Desportiva Ferroviária (atual Desportiva Capixaba, na época dirigida pela Vale do Rio Doce).

Em 1983 foi aposentado o estádio Governador Bley, que hoje pertence ao CEFETES, e inaugurado o grande Kléber Andrade, que tinha projeto para abrigar 80000 pessoas, mas teve capacidade para 45 mil pessoas.

O Capa-Preta disputou a Série A nos anos 70 em 1976, 1978 e 1979. Nos anos 80 foram campeões em 1982, 1983 e 1985, disputando 3 brasileirões, em 1983, 1984 e o de 13986, quando ficou em 20° lugar, a melhor campanha do Rio Branco em brasileirões. Contou no ano com uma memorável vitória sobre o Vasco da Gama no Kléber Andrade por 1 x 0 com gol de Márcio Fernandes, no jogo que contou com o recorde de público do estádio, com mais de 32 mil pagantes, mas como os torcedores pressionaram os portões para entrar, dizem que haviam quase 60 mil pessoas no estádio, que se acomodaram nos barrancos do estádio. Era a época em que os clubes de fora temiam jogar no Espírito Santo, pois a pressão da torcida era imensa.

 Campeões de 1982
Campeões de 1983

Campeões de 1985

A partir daí o Rio Branco amargou a pior fase da história, entrou em colapso financeiro, más administrações fizeram que o gigante clube do Espírito Santo perdesse espaço para times como a Desportiva, Serra e clubes do interior que constantemente conseguiam títulos estaduais. Disputou 3 campeonatos da Série C nos anos 90 e nos anos 2000 até ficou fora do estadual de 2005, sendo campeão da segunda divisão do ES, vencendo o Linhares.

Foi vice da Copa ES em 2008 e 2009, perdendo para a Desportiva e Vitória, respectivamente, e também perdeu a polêmica final do estadual de 2009 para o São Mateus, na qual foi definida nos tribunais. Entrou em uma nova fase após a venda do Kléber Andrade para o Governo do Espírito Santo, por 6 milhões.

Torcida Capa-Preta

Em 2010 o time quebrou o jejum, fez novamente um grande campeonato estadual, eliminou o Rio Bananal e fez a final contra o velho rival Vitória. Venceu o primeiro jogo por 1 x 0, com gol de Humberto no apagar das luzes e empatou o segundo em 0 x 0, com mais de 10 mil pessoas no Engenheiro Araripe, fazendo a festa da nação alvinegra no Espírito Santo.


Rio Branco campeão de 2010


Escudos Antigos



Mascote

Cavaleiro Capa-Preta

O Rio Branco Atlético Clube tem como mascote o Cavaleiro Capa Preta, isto foi uma homenagem ao Sr. Lafayette Cardoso de Resende, apaixonado torcedor, que se tornou símbolo da história do clube, pois na década de 1920 era fazendeiro nas proximidades do Monte Moxuara, região mais rural da Grande Vitória, e cavalcava até o antigo Estádio de Zinco, sempre com sua Capa de cor preta, para se proteger da poeira e da chuva! Ele ainda se deferenciava dos demais torcedores, por assistir aos jogos do alto do morro, que dava fundos para trave esquerda do gramado, sem apear-se do cavalo e nem tirar a capa preta. Torcedor apaixonado, Sr. Lafayete Cardoso, ao vibrar com os gols do time alvinegro, às vezes disparava tiros para o alto com seu revólver. Assim se comportando, Sr. Lafayete ficou logo conhecido, e mais que isso, sua presença passou a ser cobrada pelos torcedores alvinegros. E para ele não havia mais do que uma referência: era o Cavaleiro Capa Preta. Foi assim que o fazendeiro Sr. Lafayete Cardoso de Resende tornou-se o legendário Cavaleiro Capa Preta, um símbolo de admiração, de fidelidade e um qualificativo que consagra os torcedores clube até hoje.


Estádios
Zinco

Nome: Estádio de Zinco
Local: Vitória/ES
Capacidade: 4000 pessoas
Inauguração: 19/04/1919, no jogo Rio Branco 2 x 2 Fluminense de Niterói
Primeiro Gol: 
Recorde de Público:
Propriedade: Rio Branco Atlético Clube
Obs: primeiro estádio do Rio Branco, ficava nas salinas.
Desativação: 1936

 Governador Bley

Nome: Estádio Governador Bley
Cidade: Vitória/ES
Capacidade: 15000 pessoas
Inauguração: 31/05/1936, no jogo entre Rio Branco x Fluminense.
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Propriedade: CEFETES, antes do Rio Branco Atlético Clube
Obs: João Punaro Bley foi governador do Espírito Santo entre 1930 e 1943.
Kléber Andrade

Nome: Estádio Kléber José de Andrade
Local: Cariacica/ES
Capacidade: 45000 pessoas (liberadas 22000)
Inauguração: 07/09/1983, no jogo entre Rio Branco 3 x 2 Guarapari
Primeiro Gol: 
Recorde de Público: 32.328 pagantes (quase 60 mil pessoas), no jogo entre Rio Branco 1 x 0 Vasco, em 21/09/1986
Propriedade: Governo do Espírito Santo
Obs: Kléber José de Andrade foi presidente do Rio Branco e morreu durante a época da construção do estádio.

Hino
Letra e Música: Kléber Corradi

Meu Rio Branco, meu sonho, meu clube
Sempre que o vejo, sou todo emoção
Meu Rio Branco, sua raça, suas taças
Ficaram marcadas no meu coração.
Para onde for, lá também estarei
De corpo e alma sempre torcerei
Meu Rio Branco, lancei-me em seus braços
Você é culpado do amor que lhe dei.
Não posso evitar o pranto
Ao vê-lo brilhar em campo
Suas cores, sua bandeira
Traduzem luta e certeza
De que você é o maior
E pra mim não existe melhor.
Meu Rio Branco, seus anos são glórias
São toda a prova do meu bem querer
Meu Rio Branco, toda a sua história
Trago na memória com todo prazer.
Se é na vitória ou mesmo na derrota
Vê-lo na luta é nunca vê-lo ao chão
Meu Rio Branco, de mim dependendo
Pra seguir em frente nunca direi não.
Não posso evitar o pranto
Ao vê-lo brilhar em campo
Suas cores, sua bandeira
Traduzem luta e certeza
De que você é o maior
E pra mim não existe melhor.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=H8FFu5kCzbA&feature=related
 

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Sociedade Esportiva Brazlândia





A Sociedade Esportiva Brazlândia é um clube de futebol da região administrativa de Brazlândia, no Distrito Federal. Fundado no dia 5 de junho de 1995, é o representante da cidade nas competições oficiais, conhecido como Garça ou Tricolor da Chapadinha. Conquistou a segunda divisão estadual em 2007, desbamcando o favorito Legião.

Começou a disputar os campeonatos estaduais em 1996, quando fez uma boa campanha, chegando até a segunda fase do torneio, acabando por ser eliminado. Porém em 1997 o Tricolor da Chapadinha foi rebaixado para a segundona.

Em 1998 voltaram para a divisão principal, mas perderam a decisão disputada contra o Ceilândia.

No ano 2000, Moacir Ruthes assumiu a presidência do clube, sendo que em 2001 o time fez uma grande campanha, liderou a primeira fase e chegou até as semifinais, quando foi eliminado pelo grande time do Gama. Com exceção desse ano, quando foram comandados pelo treinador Eurípedes Bueno, o primo pobre do futebol candango geralmente lutava para não ser rebaixado, sempre foi cotado para o rebaixamento, até por ser um clube que historicamente não tinha muito dinheiro. A situação do clube é crítica. Com o fim do subsídio do Governo do Distrito Federal ao futebol candango, a crônica crise financeira se agravou.

Em 2002 chegou ao 6° lugar e 2003 chegou a um sexto lugar, mas em 2004 não teve jeito para o clube, que conquistou míseros 2 pontos em 11 jogos e foi novamente rebaixado. Em 2005 tentou voltar á elite, mas acabou sendo eliminado pelo Capital.

No ano de 2007, acabou conseguindo a tão sonhada vaga, com alguma vantagem em cima do terceiro colocado, o Cruzeiro. Na final, disputada em jogo único no Mané Garrincha, a Garça jogou com raça e conseguiu desbancar o favoritismo do Legião, goleando por 4 x 2 e conquistando seu primeiro troféu na trajetória profissional.

Brazlândia em 2007

No ano seguinte conseguiu fazer o ''feijão com arroz'' para se manter na divisão principal, ficando em 5° lugar e até conseguindo vencer o Brasiliense na Chapadinha por 1 x 0, que naquele torneio era o time que estava dando as cartas, com destaque para o goleiro Osmair nos jogos. Até teve direito de disputar a Série C por desistência de outros clubes, mas acabou desistindo também.

Sem dinheiro, em 2009 o clube foi lanterna da competição estadual e rebaixado para a segunda divisão do DF, levando a maior goleada do campeonato, um 5 x 0 para o Brasiliense.

Brazlândia em partida contra o Luziânia, em 2009


Escudos Anteriores



Mascote

Garça


Estádio


Chapadinha


Nome: Estádio da Chapadinha
Local: Brazlândia/DF
Capacidade: 3000 pessoas
Inauguração: 05/06/1970
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Propriedade: Administração Regional de Brazlândia

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Aviso

Amigos leitores, me desculpem pela demora para atualizar o blog, só vou poder escrever novamente em meados dessa semana, já que ainda estou viajando. Obrigado pela compreensão e também pelas visitas nesse tempo de inatividade., logo voltarei com muito mais times.

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